Lucélia Santos: mais de quatro décadas conectando o intercâmbio cultural sino-brasileiro
A Maria Lucélia dos Santos é conhecida pelos públicos brasileiros e chineses por interpretar a personagem Izaura na telenovela Escrava Isaura. Em 1985, aos 28 anos, Santos visitou a China pela primeira vez para receber o prêmio de Melhor Atriz Estrangeira no Golden Eagle Award da televisão chinesa, tornando-se a única mulher estrangeira a receber tal honraria na história do prêmio. Nas mais de quatro décadas seguintes, ela viajou para a China mais de vinte vezes, promovendo continuamente o intercâmbio cultural entre os dois países.
Santos estabeleceu uma profunda ligação com Xangai. Durante sua primeira visita à China em 1985, ela esteve em Xangai, onde o conjunto arquitetônico do Bund e a paisagem do rio Huangpu se tornaram suas primeiras memórias visuais da cidade. Desde então, em praticamente todas as suas visitas subsequentes à China, Xangai tem sido uma parada obrigatória. Ela percorreu diversas vezes as ruas e vielas de Xangai, degustando especialidades locais como o xiaolongbao (bolinhos de sopa), a raiz de lótus recheada com arroz glutinoso e açúcar de flor de osmanthus e a sopa de bolsa-de-pastor com tofu, e visitando marcos culturais da cidade como o Jardim Yuyuan e o Templo do Buda de Jade.
Durante sua participação no Festival Internacional de Cinema e Televisão de Xangai 2026, Santos trouxe consigo dois roteiros de coprodução sino-brasileira já preparados, buscando colaboração com equipes cinematográficas e televisivas chinesas. Um deles se passa na floresta tropical brasileira, contando a história de um biólogo brasileiro e um médico chinês que enfrentam juntos uma doença desconhecida; o outro foca no tema da cura psicológica, centrando-se na jornada emocional de um casal binacional sino-brasileiro. Ela também expressou a esperança de que o modelo chinês de criação de mini-dramas e micro-dramas entre no mercado brasileiro, enriquecendo o ecossistema de conteúdo audiovisual do Brasil.
Santos exerce atualmente o cargo de Embaixadora Cultural dos BRICS. Ela afirmou que continuará empenhada em promover coproduções audiovisuais sino-brasileiras, a produção de documentários e o intercâmbio entre jovens criadores, integrando os conceitos de criação audiovisual chineses com a cultura local brasileira, expandindo continuamente o espaço para a cooperação cultural entre os dois países.
Fonte: Conta oficial da coluna adjunta Yeguangbei do Xinmin Evening News no WeChat