Lucélia Santos relembra intercâmbio cultural sino-brasileiro no STVF
A atriz brasileira Maria Lucélia dos Santos participou da exibição de programas internacionais de excelência do Festival Internacional de Televisão de Xangai (STVF, sigla em inglês) no dia 25 de junho de 2026, interagindo com o público após uma exibição presencial da série clássica Escrava Isaura. A série foi transmitida na China em 1984, e a protagonista Isaura, interpretada por Santos, deixou uma impressão profunda no público chinês. Em 1985, por meio de votação do público chinês, ela recebeu o prêmio de Melhor Atriz Estrangeira do China TV Golden Eagle Award, tornando-se a primeira estrangeira a receber esta distinção.
Santos afirmou que a equipe criativa não antecipou, na altura, que a obra pudesse transcender distâncias geográficas e culturais, gerando ressonância na China. Ela salientou que Escrava Isaura permitiu que muitos espectadores chineses conhecessem o Brasil pela primeira vez por meio do audiovisual. A reexibição da série em 2026 reflete, na sua opinião, a interação cultural contínua entre a China e o Brasil.
A ligação de Santos com Xangai percorre toda a sua carreira artística. Após a sua primeira visita à China em 1985 para receber o prêmio, ela deslocou-se a Xangai. Nas mais de quatro décadas seguintes, visitou a China mais de vinte vezes, com Xangai quase sempre um destino obrigatório. Em 2009, o primeiro filme coproduzido sino-brasileiro protagonizado por ela, Destino, teve sua estreia no Festival Internacional de Cinema de Xangai, onde ela sentiu o carinho do público de Xangai.
Falando sobre o significado cultural das obras audiovisuais, Santos acreditou que o cinema e a televisão podem superar barreiras linguísticas e geográficas, criando ligações emocionais entre espectadores de diferentes países. A "Isaura" que ela interpretou é resiliente e corajosa, e estas emoções comuns permitiram que a obra atravessasse décadas, tornando-se um símbolo do intercâmbio cultural sino-brasileiro. Ela recordou que, em cada visita à China, sempre havia espectadores que a chamavam de "Isaura", o que a deixava feliz e emocionada.
Este evento de exibição reuniu, por meio das obras clássicas, espectadores de todas as faixas etárias. Santos sublinhou que o valor das obras audiovisuais de excelência não se limita ao momento da sua estreia; ao longo do processo histórico, elas continuam a suscitar reflexões sobre a humanidade e a cultura, proporcionando um impulso duradouro para o intercâmbio cultural internacional.
Fonte: Wenhui Daily