Evento do Ano Brasil-China exibe a potência e a diversidade da música brasileira
Em uma ação de intercâmbio cultural entre Brasil e China, a música brasileira ganhou destaque no JZ Spring Festival, em Xangai. Na edição de 2026, o evento de jazz e sons contemporâneos da Ásia teve shows de vários artistas do país. A participação integrou a Plataforma Música Brasil, iniciativa da primeira etapa da programação do Ano Cultural Brasil-China que levou mais de 120 profissionais da cultura à nação asiática, incluindo produtores e agentes do setor. A abertura, no dia 30 de abril, teve apresentação do cantor e compositor Ivan Lins, talento brasileiro mais reconhecido na China, e contou com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, acompanhada do presidente da Fundação Nacional das Artes (Funarte), Leonardo Lessa.
"Nós acreditamos muito nessa força que a música, que a arte tem como ferramenta estratégica, tanto para a China ter mais conhecimento da cultura brasileira na China como também proporcionar que o povo brasileiro possa conhecer melhor a cultura do país", comentou a ministra Margareth Menezes.
Para compor a seleção do festival, que se estendeu até 5 de maio, foi assegurada a variedade de estilos, do erudito ao popular, e a diversidade - regional, geracional, de gênero e étnico-racial.
Entre as atrações, cantores e músicos familiares ao público chinês e outros com potencial de inserção no mercado local. A lista incluiu nomes como Adriana Calcanhotto, Hamilton de Holanda, Felipe & Manoel Cordeiro e Dorivã Passarim do Jalapão, mestre das artes reconhecido pelo Prêmio Funarte Mestras e Mestres das Artes.
Também estiveram presentes João Camarero, Jonathan Ferr, Josiel Konrad, Josyara, Juliana Linhares, Khrystal, Luedji Luna, Mel Mattos, Orquestra Cabulosa, Silvero Pereira e Tauí Castro.
A Plataforma Música Brasil foi uma realização do Ministério da Cultura (MinC) em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), Ministério do Turismo (MTur), Funarte, Embratur, Unesco, Instituto Guimarães Rosa (IGR) e Consulado Geral do Brasil em Xangai.
O projeto teve patrocínio da Petrobras, Sebrae, Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e Caixa Econômica Federal, com produção executiva da Quitanda Soluções Criativas, Instituto Cuidare e Ibero Culturas.