Xangai: a segunda melhor cidade do mundo
A revista de cultura e estilo de vida Time Out, fundada no Reino Unido, divulgou sua lista anual das 50 melhores cidades do mundo no dia 11 de março, com Xangai a ocupar o segundo lugar geral e primeiro entre as cidades asiáticas.
Fundada em 1968, a Time Out é um guia renomado da vida urbana. Este ano assinala o 10.º aniversário de sua lista das melhores cidades, que se transformou numa referência definitiva sobre onde as pessoas mais desejam viver, trabalhar e explorar.
Uma cidade construída para viver

Ao contrário dos rankings tradicionais, focados na escala econômica ou influência empresarial, esta lista baseia-se nas experiências reais dos residentes. O ranking recorre a 44 indicadores, incluindo gastronomia, vida noturna, cultura, acessibilidade financeira, felicidade e qualidade de vida geral.
Os resultados de 2026 provieram de uma pesquisa de opinião com mais de 24.000 pessoas em 150 cidades, combinada com votos de mais de 100 especialistas. Por outras palavras, o ranking foi concebido para medir não qual cidade é a mais poderosa, mas qual é considerada a melhor para viver e visitar, segundo residentes e especialistas.
Xangai tem subido de forma consistente na lista nos últimos anos, passando do 17.º lugar em 2021 para o nono em 2025, e agora para o segundo lugar este ano. A tendência ascendente sugere que o apelo internacional da cidade está crescendo à medida que se foca mais nas experiências cotidianas das pessoas.
Onde a história encontra o futuro

A Time Out descreve Xangai como uma cidade "enraizada na história, mas sempre a correr para a próxima". Ao percorrer uma única rua, pode-se ver arquitetura histórica mesmo ao lado de "projetos interdisciplinares" futuristas.
Os exemplos citados pela revista incluem o restaurante cinematográfico Mi Shang Prada Rong Zhai, do realizador Wong Kar-wai e da Prada, bem como as primeiras filiais na China de marcas cultuadas internacionalmente, como a marca de ramen Kyoto Kiramekino Mirai, a marca de moda de Seul Ader Error e o café de Sydney Meraki Coffee.
A cultura do café de Xangai também se destaca. A Time Out nota que a alegação da cidade de ter o maior número de cafés do mundo é muito real, com cafés especializados em quase todos os quarteirões e constantemente a introduzir novas ideias em bebidas e hospitalidade.
Alta qualidade a um preço acessível
Outro destaque é que Xangai recebeu a pontuação geral mais alta em acessibilidade financeira no ranking deste ano. De acordo com o inquérito, 88 por cento dos inquiridos locais consideram acessível comer fora em restaurantes, enquanto 90 por cento sentem o mesmo em relação a tomar um café e ir ao cinema.
A cidade é também uma das mais amigas dos ciclistas na lista: 78% dos moradores afirmam que é fácil deslocar-se de bicicleta pela cidade.
Uma janela global para a China

A acessibilidade internacional também desempenhou um papel importante na alta classificação de Xangai. Com os esforços sustentados da China para expandir as políticas de isenção de visto e facilitar as viagens de entrada, visitar a cidade tornou-se mais fácil para os viajantes globais.
Ao mesmo tempo, as redes sociais ajudam a remodelar as percepções internacionais sobre a China. À medida que mais visitantes e blogueiros internacionais compartilham suas experiências de transportes urbanos, pagamentos digitais e vida cotidiana, a curiosidade sobre a cultura, cidades e inovação do país está a crescer. Como a revista nota, "A China está tendo um claro momento de soft power... e Xangai está mesmo no centro desta mudança."
O novo padrão global
A lista deste ano foi liderada por Melbourne, com Edimburgo em terceiro lugar. O resto do top 10 incluiu Londres, Nova Iorque, Cidade do Cabo, Seul e Tóquio.
O desempenho de Xangai reflete uma mudança na forma como as cidades globais são avaliadas. Embora a força econômica seja importante, o foco está cada vez mais a deslocar-se para a cultura, vitalidade ao nível da rua e satisfação com a vida. Para Xangai, ser reconhecida como a segunda melhor cidade do mundo é um testemunho do seu espírito vibrante, acolhedor e em constante mudança.
Fontes: Shanghai Observer, revista Time Out